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A próxima fase da indústria de games é a sustentabilidade

marketingseivajr
há 2 dias
3 min de leitura

Entre os dias 26 e 30 de agosto, Colônia, na Alemanha, recebe uma das maiores celebrações da cultura gamer. A Gamescom reúne desenvolvedores, investidores, imprensa e fãs em um ambiente pulsante, repleto de anúncios, demonstrações e expectativas sobre o que vem por aí no universo dos videogames.

Mas, enquanto todos os olhos se voltam para as novidades tecnológicas, há uma discussão que precisa ganhar espaço: o compromisso da indústria com o meio ambiente.


O tamanho da indústria de games

Nos últimos anos, o setor de games consolidou sua posição como um dos mais lucrativos do mundo. Em 2025, o faturamento global ultrapassou a marca histórica de US 200 bilhões de dólares, especificamente US 201,6 bilhões, o que representa um crescimento de 9,1% em relação ao ano anterior. 


Esse protagonismo econômico vem acompanhado de uma enorme capacidade de influência e também de impacto ambiental. Para se ter uma ideia, estima-se que a indústria de games emita cerca de 81 milhões de toneladas de CO₂ por ano, um volume comparável à pegada de carbono de países como Grécia ou Finlândia.


O impacto ambiental vai além do evento

Quando falamos em impacto ambiental nos games, não nos referimos apenas ao evento em si, mas a toda a estrutura que torna possível a existência de um jogo. Desde os primeiros bytes escritos por uma equipe de desenvolvimento até o instante em que o jogador aperta o botão iniciar, há uma cadeia extensa de consumo de recursos naturais.


Data centers e consumo de energia

Os data centers, por exemplo, são verdadeiras usinas de processamento que operam sem pausa. Em 2024, eles consumiram aproximadamente 415 TWh de eletricidade, o equivalente a 1,5% de todo o consumo global de energia, segundo a Agência Internacional de Energia. Eles demandam energia elétrica em grande volume e sistemas de resfriamento constantes para evitar superaquecimento. 


Estúdios de criação e infraestrutura local

Os estúdios de criação, por sua vez, mantêm laboratórios equipados com computadores de alto desempenho, iluminação intensa e ambientes climatizados, todos funcionando por longas jornadas.


Transmissão de dados e jogos online

A transmissão dos jogos pela internet também contribui para esse cenário. Cada atualização, cada partida online e cada novo download exige que dados trafeguem por redes complexas, consumindo eletricidade em cada nó dessa infraestrutura. Multiplique isso por mais de 3 bilhões de usuários espalhados pelo globo e o resultado é uma pegada ecológica considerável.


Resíduos eletrônicos e ciclo de vida dos equipamentos

Outro aspecto que merece atenção é o ciclo de vida dos equipamentos. Controles, fones, consoles e periféricos têm uma vida útil cada vez mais curta, alimentando um fluxo crescente de resíduos eletrônicos.


De acordo com o Global E-waste Monitor 2024, da ONU, o mundo gerou 62 milhões de toneladas de lixo eletrônico em 2022, e apenas 22,3% desse total foi formalmente coletado e reciclado. Grande parte desses materiais poderia ser reinserida na cadeia produtiva, mas ainda falta planejamento e infraestrutura para que isso aconteça em escala.


Viagens corporativas e emissões da aviação

As viagens corporativas também pesam na balança ambiental. Executivos e equipes técnicas se deslocam constantemente entre países para participar de feiras, reuniões e parcerias. A aviação é uma das atividades com maior emissão de carbono por passageiro, o que torna fundamental repensar a necessidade de cada deslocamento ou adotar mecanismos de compensação.


Ferramentas para gestão ambiental

Diante desse cenário, ferramentas como o Inventário de Gases de Efeito Estufa (IGEE), a Pegada de Carbono e o Plano de Gerenciamento de Resíduos Sólidos (PGRS) tornam-se aliadas indispensáveis. Elas permitem diagnosticar pontos críticos, estabelecer metas de redução e monitorar avanços de maneira objetiva.


O papel da Seiva Jr.

O momento exige que o setor assuma uma postura proativa. O desafio é grande, mas as soluções estão ao alcance. A Seiva Jr. oferece suporte técnico para que organizações possam mensurar seu impacto, implementar melhorias e trilhar um caminho mais equilibrado.


Sustentabilidade como oportunidade

Construir um futuro sustentável não significa interromper o progresso ou abrir mão da criatividade. Pelo contrário, é uma oportunidade de inovar também fora das telas, repensando processos e criando valor de forma mais inteligente e duradoura.


A jornada rumo a uma indústria de games mais verde já começou. E cada escolha feita hoje define o tipo de legado que será deixado para as próximas gerações de jogadores e criadores. O futuro dos games começa a ser definido, não basta somente deixar jogos para as futuras gerações, mas também um planeta onde elas possam jogá-los.


Fontes: 


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